Oração da Biblia

Junho 30, 2008 por lutas

Meu senhor e meu Pai! Envia-me teu Santo Espírito

Para que eu compreenda a escolha da tua Santa Palavra!

Que eu te conheça e te faça conhecer, te ame e te faça amar,

Te sirva e te faça servir, te louve e te faça louvar por todas as criaturas.

Faze, ó Pai, que pela escuta de tua Palavra pratiquemos a sua justiça. Amém

Oração pelas Vocações

Junho 30, 2008 por lutas

   Jesus, mestre divino, que chamastes os apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, pelas nossas escolas e continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens. Daí coragem às pessoas convidadas. Daí força para que vos sejam fiéis como apóstolos, leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas, para o bem do povo de Deus e de toda a humanidade.                                    

                                Amém

                  (Papa Paulo VI)

“Mística”

Junho 30, 2008 por lutas

 MISTÉRIO: Grego- Mysterion, que provém de múein, quer dizer esconder o caráter escondido, não comunicado de uma realidade ou de uma intenção. Mistério designa a dimensão de profundidade que se inscreve em cada pessoa. É o inesgotável indecifrável. Por mais que conhecemos uma realidade ela jamais se esgota. Por exemplo, conhecemos nossos melhores amigos, “sabemos tudo dele”, mas mesmo assim ele ainda é um mistério. Mistério, portanto, não se constitui uma realidade que se opõe ao conhecimento, mas algo que vai sempre continuando a se conhecer.

Einstein escreve: “O mistério da vida me causa a mais forte emoção. É este sentimento que suscita a beleza e a verdade, cria a arte e a ciência. Se alguém não conhece esta sensação do mistério ou não pode mais experimentar espanto ou surpresa, já é um morto-vivo e seus olhos cegaram”.

 A realidade do mistério suscita uma atitude de veneração, de encantamento e humildade. Exatamente esta atitude face ao mistério, vivida em profundidade, chama-se mística.

Usa-se para destacar o mistério de Deus não revelado e que nunca vai ser esgotado pelo conhecimento humano.

MÍSTICA é o motor secreto de todo compromisso. É o entusiasmo que anima. É o fogo interior. É a paixão que nos mantém vivo.

Carta de Esclarecimento à Sociedade

Junho 24, 2008 por lutas

Nos últimos tempos, muito se tem falado sobre os produtos transgênicos. Alguns são contra e outros a favor, mas a grande maioria da população desconhece o assunto. Por isso, viemos prestar alguns esclarecimentos para que você mesmo tire suas próprias conclusões:

Os transgênicos, também denominados organismos geneticamente modificados, são produtos de origem animal ou vegetal, a partir da manipulação do respectivo DNA, mediante alteração na ordem natural sem que os meios científicos sejam capazes de precisar os riscos que esses organismos representam para a saúde e o meio ambiente;

Somente pela aparência é impossível perceber a diferença entre um alimento natural e um transgênico. Muitas vezes, o consumidor sequer desconfia que esta utilizando produtos geneticamente modificados posto que eles não são rotulados de modo que as pessoas possam exercer o seu direito de escolha;

Nos Estados Unidos e na Inglaterra, estudos demonstraram que o consumo de alimentos elaborados à base de soja transgênica provocaram surtos alérgicos nas pessoas sem que os remédios conhecidos surtissem qualquer efeito;

Em experiências de laboratórios, cientistas comprovaram que alimentos geneticamente modificados representam uma séria ameaça à saúde pública, uma vez que muitas das bactérias que causam danos as pessoas e aos animais adquirem resistência aos antibióticos;

Com a inserção de genes de resistência a agrotóxicos em certos produtos transgênicos, as pragas e as erva-daninhas poderão desenvolver a mesma resistência, tornando-se super-pragas e super-ervas, exigindo a aplicação de maiores quantidades de veneno nas plantações, o que aumentaria a quantidade dos resíduos tóxicos nos alimentos e prejudicaria a qualidade das águas e ampliaria os níveis de contaminação do solo e do ar;

A introdução de organismos transgênicos no meio ambiente pode causar a perda de biodiversidade através da poluição genética, que é o cruzamento acidental de transgênicos com variedades tradicionais. Dependendo do grau de contaminação, é possível que, no futuro, seja impossível encontrar sementes de milho e de soja não transgênica;

As empresas de biotecnologia estão tentando obter o monopólio da produção e da comercialização de sementes geneticamente modificadas. Isto, além de permitir que elas tenham o controle de todas as variedades de sementes agrícolas, também ameaça a segurança alimentar, que é a garantia de que um povo tenha a seu alcance alimentos em quantidade suficiente, de boa qualidade e a preços acessíveis,

Na medida em que as empresas de biotecnologia passem a deter o registro patenteado da transgenia, todos aqueles que realizarem o plantio de semente geneticamente modificadas terão que pagar royalties (taxas abusivas) pela aquisição da tecnologia, diminuindo sensivelmente os rendimentos da produção;

O monopólio da biotecnologia de alimentos impede as nações soberanas de desenvolverem suas pesquisas e, a partir daí, construírem sua independência econômica, científica e tecnológica;

Ao contrário do que alguns querem fazer crer, o cultivo de sementes transgênicas não conseguiu comprovar o aumento da produtividade e a redução dos custos de produção. Pesquisas realizadas mostram que a produtividade da soja transgênica é de 6 a 11% menor que a convencional, assim como, o seu cultivo demanda maior quantidade de insumos, isto é, mais adubo e mais agrotóxicos.

A economia agropecuária de Santa Catarina está fundada na produção de grãos para a alimentação humana e para a criação de animais fornecedores de carne e leite destinados à exportação. Os grandes centros importadores dos produtos agro-industrias catarinenses, a Europa e Ásia, rejeitam os alimentam produzidos à base de organismos geneticamente modificados. Sendo assim, o cultivo de transgênicos poderá significar a ruína da nossa agricultura.

Embora os defensores dos organismos geneticamente modificados insistam em afirmar que tais culturas sejam benéficas, a liberação do cultivo de transgênicos é precipitada, posto que, na dúvida, seria recomendável aguardar a realização e a conclusão de pesquisas e estudos científicos indispensáveis à comprovação da segurança das inovações pretendidas;

Finalmente, é importante lembrar que, quando os alimentos transgênicos dominarem o mundo, a humanidade ficará dependente das empresas de biotecnologia. As pessoas perderão o direito de escolher o quê, quando e quanto comer. Os países perderão o pouco da soberania que lhes resta. Tudo e todos serão controlados por algumas poucas corporações capitalistas.

Fonte: IDEC – www.idec.org.br / Green Peace.

“Sou eu”

Junho 23, 2008 por lutas

Hoje nossa realidade nos deixa muitas vezes afastados de nossa própria identidade. Não é por menos que nos encontramos com muitos conflitos e pensamentos negativos.Sonhamos com coisas longe, muitas vezes não temos nem ideais para nossa vida, nosso fututo.

Este blog pretende mostrar uma realidade que às vezes fugimos e algumas vezes não sabemos que existe, mas ela é muito presete e significativa. LUTAS quer contar histórias, mensagens de otimismo, mas principalmente mostrar o povo sofrido e feliz. Por isso a categoria amor que faz, que conta um pouco da vida de pessoas leigas que trabalham com muita dignidade. Histórias de comunidade antigas da cidade de Chapecó, mas que também pretende mostrar histórias de outras comunidades, afinal muitas pessoas cosntruiram a identidade dentro da comunidade.

Vale a pena dar uma espiadinha e colaborar com o blog, porque aqui tem compromisso social. O fruto do trabalho realizado diariamente por pessoas leigas está aqui.

Sistemas de Tribos

Junho 23, 2008 por lutas

Estes grupos, esta forma de viver tinham como objetivo comum: viver livres da opressão, na fraternidade, respeitando nas diferenças que não comprometiam a unidade do novo projeto. A condição sócio-econômica os unia. Eram hebreus, isto é, excluídos.

Todos eles fizeram oposição às cidades-estados. Todos fizeram seus êxodos, sua libertação da dominação dos reis. Todos fizeram uma experiência de passagem, de Páscoa. Todos fizeram uma experiência muito forte de Deus, não tinham exército, apenas se organizavam para se defender dos inimigos.

O novo sistema experimentado pelos israelitas pode ser reconstituído da seguinte forma: Havia uma articulação, um pacto entre as tribos. Representantes de todas elas se reuniam periodicamente em assembléias para celebrar sua fé e decidir questões de interesse comum.

Cada tribo também fazia sua assembléia para celebrar culto a Deus, para celebrar a memória da ação de Deus na sua história passada e presente. A religião garantia a unidade.

Tanto em cada tribo, como no conjunto das tribos, os levitas exerciam um papel fundamental. Eram os encarregados das atividades do culto e da transmissão das tradições.

Cada tribo se subdividia em vários clãs ou associações protetoras de famílias. Cada clã era composto de aproximadamente 50 famílias. Seus chefes constituíam a coordenação dos clãs. As famílias eram uma unidade básica composta pelos maridos, esposas, filhos, filhas e parentes próximos.

Era nas famílias que se celebrava a festa da Páscoa. Várias famílias formavam um clã, e vários clãs formavam uma tribo.

 

Sistema econômico das tribos

- havia autonomia na produção.

- não havia tributação (impostos).

- não havia trabalhos forçados.

- não havia templo. Apenas santuários pequenos, lugares de assembléias, devoções (a religião era descentralizada). O santuário era local onde se guardava alimentos para o período das secas sob proteção de Deus.

- nem acúmulo de bens, seja em terras, seja em produtos.

- a produção era fundamentalmente de cereais e de gado pequeno, isto é, ovelhas e cabras.

- a acumulação era proibida em vista do bem comum. Partilha era a palavra de ordem e acontecia com grandes festas.

Foi assim que o povo que saiu da escravidão do Egito se organizou, ocupando toda a área da Palestina, dividindo a região em 12 tribos.

CEB´S

Junho 23, 2008 por lutas

Em tempo histórico da V Conferência da AL e do Caribe, com o lema “Discípulos e Missionários de Jesus Cristo para que Nele nossos povos tenham vida”, lideranças representantes de um jeito de ser Igreja (comunidades eclesiais de base, Cebs), da diocese de Chapecó realizaram nesses últimos dias um seminário, em Maravilha, SC.

Este seminário fez memória dos frutos evangélicos gerados pelas comunidades da Diocese. A temática foi sobre ecologia e esperança, ouvindo o grito de socorro da criação de Deus.

Partilharam-se experiências significativas de produção agroecológica, de práticas de reciclagem, de projetos escolares e comunitários que incentivam o florestamento. Com olhos fixos na realidade refletiu-se nas oficinas: mata atlântica e deserto verde; ecologia e agronegócio; ecologia e hidronégocio; ecologia e mundo urbano.

Eis alguns gritos identificados pelas lideranças: a plantação de grandes áreas de pinheiro americano e eucalipto podem se tornar não viáveis a dinâmica da natureza; plantações de grãos e cana facilitaram a volta do Brasil colônia; as construções de barragens provocaram mudanças climáticas desalojando e atingindo aproximadamente 10 mil famílias de pequenos agricultores no oeste catarinense, afogando a história do povo etc.

Esse encontro mostrou que a esperança mora nos movimentos sociais, na organização das comunidades, no sonho também de conseguir ler os interesses do capital. O chamado a cuidar da vida vigora e, toma corpo entre muitos (as) que sonham com um mundo respeitado, digno para abundancia da vida humana planetária.

“Não tenham medo pequeno rebanho, porque o Pai do céu tem prazer de dar-lhes o Reino” Lc 12, 32.

Nossa Comunidade

Junho 23, 2008 por lutas

No início, por volta da década de 30, ocorreu a imigração de caboclos de Passo Fundo, Nonoai e Chapecó. Assim em 1930, foi criada a Vila São João, e permaneceu com essa denominação continuou até a década de 40, onde passou a ser chamada de Sede Velha. Mais tarde com a chegada dos imigrantes de origem européia, passou a se chamar: Sede Nova ou Sede Patussi.Depois de tudo, em 10 de agosto de 1956, tornou-se distrito de Chapecó e passou a ser Itaberaba (a qual os índios denominavam: Ita-pedra; beraba-brilhante; referindo-se ao quartzo ametista existente na região). Atualmente, ou seja, desde 26 de setembro de 1991, é considerada como: Nova Itaberaba.

            Sim, na maioria eram os chamados Bugres e Caboclos, pois após a chegada dos imigrantes, não foi registrada a presença de índios na região. Porém hoje em dia, ocasionalmente agricultores do município, encontram vestígios que comprovam a passagem de índios pela região antes do povoamento, que se deu pela presença de italianos, polacos e alemães. No momento, a igreja está trabalhando para resgatar a cultura dos povos deixada para traz com o passar dos anos, através de trabalhos, celebrações, etc.

            Para muitos, Bela Vista da Taquara é um nome comum, porém, possue uma história a ser contada pelos moradores mais antigos. Eles relatam que há muito tempo as pessoas que para aqui vieram, por acaso passaram em um local que se chamava Bela Vista, gostaram do nome para diferenciar colocaram “da Taquara”, pelo motivo obvio, nessa região existiam muitas Taquaras.

            Na década de 40 algumas famílias oriundas do Rio Grande do Sul, partiram de lá, usando carroça como meio de transporte, e assim aqui chegaram, adquiriram terras junto à empresa de Aldo Giacomasi, fixaram residência e deram inicio a uma comunidade.

            No início viviam da caça e com o passar do tempo iniciaram a exploração de madeira, muito rica na região, além disso, trabalhavam na lavoura.

            A idéia da criação da comunidade partiu do senhor Honorato da Rocha e Jose Camilo Rodrigues. Em 1946, reuniram-se com os demais moradores que eram Crispin Lara, Inácio Gromoski, João Ferreira, Floriano Rodrigues dos Santos, João Rodrigues, Ireno Antunes e Pedro Ribeiro, Essas nove famílias marcaram o inicio com a reza de um terço numa das casas, o qual foi rezado por Joaquina Rodrigues de onze anos.

            Neste encontro surgiu a idéia da construção de uma escola. A mesma possuía de 1ª á 4ª série (isolada), foi concretizada com a doação do material bem como a mão-de-obra por parte das famílias. Onde após o termino da 4ª série eram enviados para escola nos distritos (Alto da Serra), para cursar até a 8ª série.

            A primeira professora se chamava Braulina Greice Almeida.

            A pequena comunidade reunia-se aos domingos e rezava o terço. Os primeiros rezadores foram Honorato da Rocha, João Ferri e Pedro Fernandes Zanella. Era também dada catequese na qual a primeira catequista foi Catarina Rodrigues.

            O primeiro estabelecimento comercial era um bar e armazém de propriedade de Floriano Rodrigues dos Santos, o mesmo fornecia remédios tipo Homeopáticos e chás caseiros.

            Os casamentos eram realizados da certa forma: de manhã eram servidos cafés na casa da noiva, com a presença dos padrinhos; o ritual e as demais comemorações eram realizados na casa do noivo, no qual sempre os padres realizavam a cerimônia. As bebidas típicas eram o vinho e a gasosa. Somente anos depois se iniciou a venda de outras bebidas.

            A primeira festa foi realizada em baixo de algumas árvores e obtiveram um lucro de R$0,50 centavos no valor da época. Em 1949 já existiam 24 famílias participantes. Decidiram construir a primeira capela, onde o local a ser construída foi demarcado pelo bispo de palma Dão Carlos de Sabóia, o terreno para construção da mesma foi doado por José Camilo Rodrigues, o material e a mão-de-obra, foi doado pelas famílias associadas. Foi também escolhido e demarcado o terreno, para demarcação do cemitério.

            Na época a comunidade era atendida pelos padres Frei liberato, Frei Elvico, frei João e pelos padres Silvio, Levino, Romoaldo, Guido, Antonio, Alcindo, Darci e Ivo, todos da paróquia Santo Antonio, com o surgimento da paróquia São Cristóvão passou a ser atendida pelos padres, Luiz, Joãozinho, Alfredo, Franscisco, João, Sírio, Almir, Abel, Ivo, Geraldo, Deomingos, Egidio, Dorvalino e Zanella. Em 2003, a comunidade passou novamente a pertencer à paróquia Santo Antonio, tendo como responsável, os padres Paulo Claem e Arnélio Cantoni.

            Em 1954, a comunidade teve as suas primeiras missões, em 1962, as segundas missões, com os padres redentoristas Adilson e Jacinto.

A riqueza dos pobres e excluídos

Junho 23, 2008 por lutas

De carroça, a cavalo ou a pé, com sacolas nas costas, vinham os imigrantes, principalmente, do Rio Grande do Sul a procura de terras mais baratas. Assim muitas famílias escolheram Chapecó como sua futura cidade.         

João Machado era um homem muito rico, dono de grandes propriedades de terras da região. Mas nunca pagou os impostos e não tinha escrituras. Por isso a prefeitura da época tomou suas terras e começou a oferecer para estes imigrantes a um preço muito pequeno, outras pessoas sabiam dessas terras e montaram suas pequenas casas.

A primeira comunidade em formação na redondeza foi Nossa Senhora do Caravágio. Os primeiros moradores eram da família de Antônio Sachett. Que logo fizeram amizade com os novos moradores.

O primeiro sacerdote  a celebrar missas foi Frei Bruno que vinha de Xaxim, de cavalo ou a pé. Foi ele quem batizou vários moradores da época. A principal celebração era quando de longe vinha a Bandeira do Divino, todos os moradores iam ao seu encontro e passavam em todas as casas,  com os foliões( pessoas que traziam a bandeira). As famílias matavam um porco, cada um levava um pouco e tudo era partilhado. A festa era no “terreiro” das casas, ali também se erguia a bandeira, com a pintura de um santo.

            Na Quaresma não se dançava, eles colocavam uma cruz de cedro, em cada casa e as famílias se reuniam para rezar o terço. O dono da casa saia e a meia noite todos se encontravam no cemitério para entregar as almas e rezar por elas

            Caminhão e carro não passava no pequeno bairro “quando escutava o ronco o pessoal corrida para ver aquele bicho”. Não havia esgoto até um tempo atrás, tudo passava por uma valeta e corria para o rio. Só algum tempo atrás que a prefeitura fez encanamento para água, esgoto e legalizou os terrenos.

            O nome da comunidade sempre foi Vila Rica, mas existem duas versões. A primeira é por causa de um homem bondoso que morava no local chamado Rico Bonafé e a segunda era porque muitas fontes de água nascem aqui. Nossa entrevistada também falou das preocupações que ela sente atualmente na sociedade, principalmente com a formação familiar, “Eu fico preocupada com as crianças de hoje, parece que os pais não cuidam como antigamente, acham que são criação”.

No ano de 1978 as Irmãs de Imaculada Conceição que trabalhavam na comunidade, depois de tantos anos celebrar, fazer reuniões e encontros de catequese debaixo de árvores resolveram doar algumas madeiras para a construção da primeira capela, que se celebra até hoje. O terreno foi doado pelo senhor João Pedroso e com ajuda dos moradores do bairro a capela foi construída.

            Além das celebrações, da catequese e encontros com os moradores da comunidade a pequena capela também servia como colégio, abrigando o primário- jardim. Nesta época o padre que celebrava era Padre Inácio e a participação dos moradores era muita, até a chegada de diversas Igrejas no bairro. Segundo depoimento de Maria que é ministra na comunidade há muitos anos os moradores vêm e vão de religião.

            Atualmente a luta é para construir a nova capela, como o senhor João faleceu, seus familiares exigiram o terreno de volta. Por isso a região comprou dois terrenos para a construção da Igreja, que terá todo o material doado pelas comunidades da Região Pastoral Nordeste, que por meio de um mutirão doaram em forma de material e dinheiro.

            A padroeira é Nossa Senhora Aparecida, porque os moradores se identificam com o rosto humilde e pobre que a imagem transparente “as pessoas tem fé em nossa Senhora porque ela veio de um lugar pobre, do meio do povo sofrido e abandonado”

 

* Relatório escrito segundo informações ouvidas da ministra da comunidade e uma das primeiras lideranças Maria Pedroso e da moradora mais antiga do bairro, chamada Conceição Pedroso de 83 anos, que nasceu e se criou na mesma casa. Conhecida por muitos como Fiinha, que também benze as pessoas em uma sala escura cheia de santos na sua casa. “Quando preciso fazer uma cura peço para Frei Bruno que ele é muito poderoso”.

 

 

 

Um olhar para a vida

Junho 19, 2008 por lutas

Bruno, 18 anos, é um jovem que não profesa nunhuma religião. Entretanto, traz dentro de si grande procura pelo sentido da vida.

Certo dia, estava ele passando próximo a uma Igreja católica e, curioso, resolveu entrar. Era domingo, e estava sendo celebrada a missa. O evangelho proclamado era o do “sermão da montanha”. No momento da comunhão, Bruno pensativo num canto da Igreja, deu-se conta de que nunca havia precensiado algo tão belo: os cânticos, a atmosfera tranquila de paz e oração, a verdade contida na palavra proclamada, a profundidade de gestos comooferecer a paz, erguer os braços em prece, partir o pão. De repente, Bruno se descobriu completamente seduzido por aquela celebração!Pensou consigo: um povo que ore com tanta beleza e que ouça as palavras tão verdadeiras só pode ter encontrado o sentido que todos procuram para sua vida.

Encerrada a missa, com o coração repleto de entusiasmo completamente novo para si, Bruno viu-se decidido a conhecer melhor o cristianismo e meditar a possibilidade de pedir o batismo. Assim que ia deixando a Igreja, contudo, percebeu que as pessoas saiam com a cara amarrada, esbarrando umas nas outras, como se jamais tivessem se conhecido. Além disso, aqui e ali, pôde ouvir alguns murmúrios maliciosos de pessoas falando mal umas das outras.

“Não são estes os que agora há pouco trocavam abraço de paz e comiam do mesmo pão?”, pensou. Receoso  de tornar-se hipócrita como aquelas pessoas, Bruno abandonou a idéia de pedir o batismo. Veio-lhe à mente uma frase de Mahatma Gandhi certa vez disse sobre os cristãos: “Vocês que vêem, o que fazem com a luz que têm?