Um olhar para a vida

By lutas

Bruno, 18 anos, é um jovem que não profesa nunhuma religião. Entretanto, traz dentro de si grande procura pelo sentido da vida.

Certo dia, estava ele passando próximo a uma Igreja católica e, curioso, resolveu entrar. Era domingo, e estava sendo celebrada a missa. O evangelho proclamado era o do “sermão da montanha”. No momento da comunhão, Bruno pensativo num canto da Igreja, deu-se conta de que nunca havia precensiado algo tão belo: os cânticos, a atmosfera tranquila de paz e oração, a verdade contida na palavra proclamada, a profundidade de gestos comooferecer a paz, erguer os braços em prece, partir o pão. De repente, Bruno se descobriu completamente seduzido por aquela celebração!Pensou consigo: um povo que ore com tanta beleza e que ouça as palavras tão verdadeiras só pode ter encontrado o sentido que todos procuram para sua vida.

Encerrada a missa, com o coração repleto de entusiasmo completamente novo para si, Bruno viu-se decidido a conhecer melhor o cristianismo e meditar a possibilidade de pedir o batismo. Assim que ia deixando a Igreja, contudo, percebeu que as pessoas saiam com a cara amarrada, esbarrando umas nas outras, como se jamais tivessem se conhecido. Além disso, aqui e ali, pôde ouvir alguns murmúrios maliciosos de pessoas falando mal umas das outras.

“Não são estes os que agora há pouco trocavam abraço de paz e comiam do mesmo pão?”, pensou. Receoso  de tornar-se hipócrita como aquelas pessoas, Bruno abandonou a idéia de pedir o batismo. Veio-lhe à mente uma frase de Mahatma Gandhi certa vez disse sobre os cristãos: “Vocês que vêem, o que fazem com a luz que têm?

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