A Escola Popular de Música surgiu a partir da necessidade de formação de grupos de animação nas comunidades, bem como na busca de uma maior inclusão social. É destinada a qualquer membro da comunidade que estiver interessado, independente da idade, classe social ou etnia.
Este curso pretende não só desenvolver as aptidões para tocar instrumentos, mas também cria um clima harmonioso, participativo e eclesial. O respeito às diferenças, a persistência, o senso de justiça, solidariedade, a superação e a evangelização são o cerne no qual se pretende conduzir cada encontro/aula, pois a perseverança e o alcance de nossos objetivos dependem destes fatores.
Uma nova esperança está surgindo na comunidade São Pedro, que tem uma ótima equipe de canto e está despertando novas gerações como é o caso do Welkir Valentine de 16 anos que apesar das dificuldades aceitou o desafio. Ele não tinha violão mas ganhou de um dos membros do grupo de cantos da comunidade o Srº Aventino e graças a ele hoje pode acompanhar o grupo do Maria Goretti. “Tem muitas pessoas interessadas em ajudar a comunidade. Eu entrei no curso porque quero aprender e vou até o fim”, disse Welker.
Dirceu nos conta que nos primeiros dias houve um pouco de tumulto, porque a turma era grande. Mas nada que não pudesse ser resolvido “eu senti muita vontade dos participantes em querer aprender e ajudar” comenta Dirceu. Como o grupo foi crescendo e nossa região é grande a escola foi dividida em três grupos. No Maria Goretti existe dois grupos que se reúne na escola Irene Stonoga, com aproximadamente 40 alunos. No bairro Pinheirinho com 18 alunos, se reúnem na capela da comunidade e está iniciando mais um grupo na comunidade do Trevo com 15 alunos e a integração de algumas comunidades da RP Norte.
Elia é uma pessoa muito querida e especial, foi ministra na comunidade do Trevo, hoje ela é responsável pelo batismo na comunidade. Com 66 anos ela se sente feliz e foi ela quem motivou em estender a escola para sua comunidade. Vamos ver o que ela nos fala:
- Eu vivia com o violão na mão, mas precisava aprender mais. Eu sabia que precisava cativar mais os jovens da comunidade e resolvi dar o exemplo primeiro. Agora eu convido as pessoas e todas que eu dei o chamado disseram que sim e estão vindo. Para mim a única dificuldade é o reumatismo nos dedos e com esse frio às vezes piora, mas o que me motiva é a alegria e a boa vontade. Também rezo todo dia para aprender, mas só rezar também não adianta é preciso praticar.
Como professores da Escola Popular de Música, como vocês se sentem?
Dirceu: “Eles já estão na oitava aula e o resultado está sendo positivo. Existe dificuldades de alguns alunos, mas o importante é não desistir. O trabalho não é fácil, mas a grande maioria já está entrando no ritmo”.
Flávio: “Eu adoro porque é minha paixão, quando o Pe. Domingos me convidou na hora eu aceitei, é algo que gosto muito de fazer porque não tem nada mais gratificante do que ver as outras pessoas aprenderem.É um trabalho que exige muita boa vontade e eu faço com muito carinho.”