Nossa Comunidade

By lutas

No início, por volta da década de 30, ocorreu a imigração de caboclos de Passo Fundo, Nonoai e Chapecó. Assim em 1930, foi criada a Vila São João, e permaneceu com essa denominação continuou até a década de 40, onde passou a ser chamada de Sede Velha. Mais tarde com a chegada dos imigrantes de origem européia, passou a se chamar: Sede Nova ou Sede Patussi.Depois de tudo, em 10 de agosto de 1956, tornou-se distrito de Chapecó e passou a ser Itaberaba (a qual os índios denominavam: Ita-pedra; beraba-brilhante; referindo-se ao quartzo ametista existente na região). Atualmente, ou seja, desde 26 de setembro de 1991, é considerada como: Nova Itaberaba.

            Sim, na maioria eram os chamados Bugres e Caboclos, pois após a chegada dos imigrantes, não foi registrada a presença de índios na região. Porém hoje em dia, ocasionalmente agricultores do município, encontram vestígios que comprovam a passagem de índios pela região antes do povoamento, que se deu pela presença de italianos, polacos e alemães. No momento, a igreja está trabalhando para resgatar a cultura dos povos deixada para traz com o passar dos anos, através de trabalhos, celebrações, etc.

            Para muitos, Bela Vista da Taquara é um nome comum, porém, possue uma história a ser contada pelos moradores mais antigos. Eles relatam que há muito tempo as pessoas que para aqui vieram, por acaso passaram em um local que se chamava Bela Vista, gostaram do nome para diferenciar colocaram “da Taquara”, pelo motivo obvio, nessa região existiam muitas Taquaras.

            Na década de 40 algumas famílias oriundas do Rio Grande do Sul, partiram de lá, usando carroça como meio de transporte, e assim aqui chegaram, adquiriram terras junto à empresa de Aldo Giacomasi, fixaram residência e deram inicio a uma comunidade.

            No início viviam da caça e com o passar do tempo iniciaram a exploração de madeira, muito rica na região, além disso, trabalhavam na lavoura.

            A idéia da criação da comunidade partiu do senhor Honorato da Rocha e Jose Camilo Rodrigues. Em 1946, reuniram-se com os demais moradores que eram Crispin Lara, Inácio Gromoski, João Ferreira, Floriano Rodrigues dos Santos, João Rodrigues, Ireno Antunes e Pedro Ribeiro, Essas nove famílias marcaram o inicio com a reza de um terço numa das casas, o qual foi rezado por Joaquina Rodrigues de onze anos.

            Neste encontro surgiu a idéia da construção de uma escola. A mesma possuía de 1ª á 4ª série (isolada), foi concretizada com a doação do material bem como a mão-de-obra por parte das famílias. Onde após o termino da 4ª série eram enviados para escola nos distritos (Alto da Serra), para cursar até a 8ª série.

            A primeira professora se chamava Braulina Greice Almeida.

            A pequena comunidade reunia-se aos domingos e rezava o terço. Os primeiros rezadores foram Honorato da Rocha, João Ferri e Pedro Fernandes Zanella. Era também dada catequese na qual a primeira catequista foi Catarina Rodrigues.

            O primeiro estabelecimento comercial era um bar e armazém de propriedade de Floriano Rodrigues dos Santos, o mesmo fornecia remédios tipo Homeopáticos e chás caseiros.

            Os casamentos eram realizados da certa forma: de manhã eram servidos cafés na casa da noiva, com a presença dos padrinhos; o ritual e as demais comemorações eram realizados na casa do noivo, no qual sempre os padres realizavam a cerimônia. As bebidas típicas eram o vinho e a gasosa. Somente anos depois se iniciou a venda de outras bebidas.

            A primeira festa foi realizada em baixo de algumas árvores e obtiveram um lucro de R$0,50 centavos no valor da época. Em 1949 já existiam 24 famílias participantes. Decidiram construir a primeira capela, onde o local a ser construída foi demarcado pelo bispo de palma Dão Carlos de Sabóia, o terreno para construção da mesma foi doado por José Camilo Rodrigues, o material e a mão-de-obra, foi doado pelas famílias associadas. Foi também escolhido e demarcado o terreno, para demarcação do cemitério.

            Na época a comunidade era atendida pelos padres Frei liberato, Frei Elvico, frei João e pelos padres Silvio, Levino, Romoaldo, Guido, Antonio, Alcindo, Darci e Ivo, todos da paróquia Santo Antonio, com o surgimento da paróquia São Cristóvão passou a ser atendida pelos padres, Luiz, Joãozinho, Alfredo, Franscisco, João, Sírio, Almir, Abel, Ivo, Geraldo, Deomingos, Egidio, Dorvalino e Zanella. Em 2003, a comunidade passou novamente a pertencer à paróquia Santo Antonio, tendo como responsável, os padres Paulo Claem e Arnélio Cantoni.

            Em 1954, a comunidade teve as suas primeiras missões, em 1962, as segundas missões, com os padres redentoristas Adilson e Jacinto.

Tags: , ,

Deixe uma resposta