Nos últimos tempos, muito se tem falado sobre os produtos transgênicos. Alguns são contra e outros a favor, mas a grande maioria da população desconhece o assunto. Por isso, viemos prestar alguns esclarecimentos para que você mesmo tire suas próprias conclusões:
Os transgênicos, também denominados organismos geneticamente modificados, são produtos de origem animal ou vegetal, a partir da manipulação do respectivo DNA, mediante alteração na ordem natural sem que os meios científicos sejam capazes de precisar os riscos que esses organismos representam para a saúde e o meio ambiente;
Somente pela aparência é impossível perceber a diferença entre um alimento natural e um transgênico. Muitas vezes, o consumidor sequer desconfia que esta utilizando produtos geneticamente modificados posto que eles não são rotulados de modo que as pessoas possam exercer o seu direito de escolha;
Nos Estados Unidos e na Inglaterra, estudos demonstraram que o consumo de alimentos elaborados à base de soja transgênica provocaram surtos alérgicos nas pessoas sem que os remédios conhecidos surtissem qualquer efeito;
Em experiências de laboratórios, cientistas comprovaram que alimentos geneticamente modificados representam uma séria ameaça à saúde pública, uma vez que muitas das bactérias que causam danos as pessoas e aos animais adquirem resistência aos antibióticos;
Com a inserção de genes de resistência a agrotóxicos em certos produtos transgênicos, as pragas e as erva-daninhas poderão desenvolver a mesma resistência, tornando-se super-pragas e super-ervas, exigindo a aplicação de maiores quantidades de veneno nas plantações, o que aumentaria a quantidade dos resíduos tóxicos nos alimentos e prejudicaria a qualidade das águas e ampliaria os níveis de contaminação do solo e do ar;
A introdução de organismos transgênicos no meio ambiente pode causar a perda de biodiversidade através da poluição genética, que é o cruzamento acidental de transgênicos com variedades tradicionais. Dependendo do grau de contaminação, é possível que, no futuro, seja impossível encontrar sementes de milho e de soja não transgênica;
As empresas de biotecnologia estão tentando obter o monopólio da produção e da comercialização de sementes geneticamente modificadas. Isto, além de permitir que elas tenham o controle de todas as variedades de sementes agrícolas, também ameaça a segurança alimentar, que é a garantia de que um povo tenha a seu alcance alimentos em quantidade suficiente, de boa qualidade e a preços acessíveis,
Na medida em que as empresas de biotecnologia passem a deter o registro patenteado da transgenia, todos aqueles que realizarem o plantio de semente geneticamente modificadas terão que pagar royalties (taxas abusivas) pela aquisição da tecnologia, diminuindo sensivelmente os rendimentos da produção;
O monopólio da biotecnologia de alimentos impede as nações soberanas de desenvolverem suas pesquisas e, a partir daí, construírem sua independência econômica, científica e tecnológica;
Ao contrário do que alguns querem fazer crer, o cultivo de sementes transgênicas não conseguiu comprovar o aumento da produtividade e a redução dos custos de produção. Pesquisas realizadas mostram que a produtividade da soja transgênica é de 6 a 11% menor que a convencional, assim como, o seu cultivo demanda maior quantidade de insumos, isto é, mais adubo e mais agrotóxicos.
A economia agropecuária de Santa Catarina está fundada na produção de grãos para a alimentação humana e para a criação de animais fornecedores de carne e leite destinados à exportação. Os grandes centros importadores dos produtos agro-industrias catarinenses, a Europa e Ásia, rejeitam os alimentam produzidos à base de organismos geneticamente modificados. Sendo assim, o cultivo de transgênicos poderá significar a ruína da nossa agricultura.
Embora os defensores dos organismos geneticamente modificados insistam em afirmar que tais culturas sejam benéficas, a liberação do cultivo de transgênicos é precipitada, posto que, na dúvida, seria recomendável aguardar a realização e a conclusão de pesquisas e estudos científicos indispensáveis à comprovação da segurança das inovações pretendidas;
Finalmente, é importante lembrar que, quando os alimentos transgênicos dominarem o mundo, a humanidade ficará dependente das empresas de biotecnologia. As pessoas perderão o direito de escolher o quê, quando e quanto comer. Os países perderão o pouco da soberania que lhes resta. Tudo e todos serão controlados por algumas poucas corporações capitalistas.
Fonte: IDEC – www.idec.org.br / Green Peace.
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